Reforma Ortográfica
Publicado na coluna Editorial em 31 de August de 2009

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A Reforma Ortográfica vem aí, olê, olê, olá! Eu, mui útil como sempre, já tava pesquisando faz muito tempo para falar sobre ela, mas sempre que eu sentava para escrever batia aquele desânimo coisa e tal. Eu achei um monte de lugares falando sobre isso, lógico que muitas informações não faziam muito sentido, então eu deixei elas da forma mais leve possível de se entender com toda ajuda do meu amigo Caio que cursa letras na USP. Qualquer dúvida não pergunte a mim, procure um professor de português que dá mais certo.

Em relação ao Alfabeto

  • Na regra antiga as letras k, w e y não faziam parte do nosso alfabeto, com a crescente política de inclusão social promovida pelo governo Lula foi decidido que em prol das minorias agora nós teremos 26 letras e não mais 23.

Em relação ao famigerado Trema

  • Essa mesma política não funcionou para o trema, que tem ampla rejeição nacional, provando que sim, o preconceito existe, logo o trema dá tchau tchau, a não ser em caso de nomes próprios e derivados como Müller e mülleriano.

Em relação à Acentuação

  • Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas (aquelas em que a sílaba tônica é a penúltima sílaba). O que quer dizer que herói tem acento e heroico em breve não terá. Tadinho;
  • Os hiatos oo e ee não têm mais chapeuzinhos;
  • O acento agudo some nas formas verbais rizotônicas (que têm o acento tônico na raiz), com u tônico precedido de g ou q e seguido de e ou i. Com isso, algumas poucas formas de verbos, que você nunca usou na vida e agora graças a Deus não vai precisar usar mais, como averigúe (averiguar) apazigúe (apaziguar), passam a ser grafadas averigue e apazigue;
  • O acento agudo também não existirá nas palavras paroxítonas, com i e u tônicos, quando precedidos de ditongo. Tipo em  feiura e baiuca;
  • E continuamos com os acentos caindo em desuso já que ele não serão mais diferencial em palavras homógrafas (palavras escritas iguais mais com sentidos diferentes) como pára e para ou pêlo, pelo e pélo. No caso do verbo pôr o acento permanece para que não confundamo-os  com a preposição por, e no caso do  verbo poder ele continua porque ele pode e ponto final.

Em relação ao Hífen

  • Pelo jeito o hífen vai ser semi-rebaixado, ou melhor, semirrebaixado, porque agora ele não será mais usado quando o segundo elemento começar com r ou s, daí, essas duas letrinhas devem ser duplicadas, como você viu ali em cima. A única exceção é quando o prefixo termina com r, daí o hífen permanece;
  • Ele também dá adeus quando o prefixo termina com uma vogal diferente da qual o segundo elemento começa. Como em aeroespacial.

Em relação aos malditos portugueses

  • Bem feito pra eles, não vão usar mais o c ou o p em palavras onde elas não são pronunciadas, vide acção e óptimo;
  • E para o mesmo lugar que os dedinhos da Eliana vão os “h”s de algumas palavras como herva e húmido.

E finalmente acabou, eu particularmente não achei assim tão complicado, o problema é que a adaptação é lenta e muita gente ainda vai se confundir com isso tudo. Ah! E mais uma coisa: todas as palavras em itálico estão grafadas de forma errônea; estão assim para exemplificar as mudanças.

Caso você esteja com preguiça, like me, tome vergonha na cara, baixe o Firefox e instale o VERO. Ele é um corretor ortográfico, como no Word, que vai te quebrar um galhão, garanto.

Produzido e publicado por Alan Miranda de Freitas

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