
Não julguem o livro pela capa. Apesar da foto acima ser bonitinha, e eu diria até clássica, Koi Kaze está longe de ser mais um anime romântico; alguns diriam que ele é indigesto.
Indigesto? Como assim, Bial?
Sim, meus caros, indigesto. Mas até que eu chegue na parte indigesta da coisa, vou fazer uma apresentação superficial e deixar que vocês mesmo se surpreendam.
Koshiro é um cara normal, já passou dos vinte e poucos, ganha a vida trabalhando numa agência de encontros e mora com o pai. Ele está naquele suposto momento de nossas vidas em que buscamos um sentido maior para nossas existências, um fim para a solidão velada que está presente em sua alma. Nanoka é uma colegial, uma colegial como todas aquelas dos animes, meio boba, meio estúpida e absolutamente kawaii. Um belo dia, por acaso, esses dois se encontram, e, quando sozinhos, acontece uma coisa surpreendente: um fluxo de fortes sentimentos e intimidade percorre os dois, gerando um laço de afeto imediato. Nenhum dos dois sabia, mas já estavam apaixonados.
Tudo lindo e quase normal, certo? Se você esquecer a diferença de idade, é a mesma novela de sempre. Mas agora vem a parte interessante.
Koshiro mora com o pai, seus pais se separaram quando ele era muito novo, ele inclusive tem uma irmã que mora com a mãe. Nanoka mora com a mãe, seus pais se separaram quando ela era muito nova, ela inclusive tem um irmão que mora com o pai, irmão esse que ela não vê desde que ela era um bebê. Cool huh?
Incesto.
Antes que alguém se revolte com a mistura crassa de incesto e pedofilia, eu preciso dizer que os personagens em questão quase fazem o mesmo, então não julguem, pelo menos não antes de assistir todos os 13 episódios.
O anime é fantástico, é corajoso e bem elaborado. Não é leviano, não tem putaria e em nenhum momento é grosseiro. A abordagem é delicada e sensível focando principalmente na confusão, ou deveria eu dizer negação, de sentimentos que envolve os protagonistas. A trilha sonora é muito calma e suave, quase que aveludada, funcionando como um eufemismo para o tema extremamente pesado.
Eu fiquei pertubado pelo anime. Em diversos momentos senti nojo e repulsa, em muitos outros fiz cara de “óun ki munitinho”, e, por diversos momentos, me peguei torcendo pelos dois e/ou com muita pena. Posso dizer que sofri bastante com essa história, e, que no final, além de chorar feito uma mocinha, o que muito me envergonha, revisei todos os meus conceitos sobre o assunto.
Anime absolutamente essencial para quem quer ter uma experiência forte narrada como uma canção de ninar.
Nota: 




Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610
Dica anotada, logo pego pra baixar.















11/09/2009 às 1:49 pm
Cara o.O deve ser profundo esse animê…
até hoje os que tinha assistido eram tão levinhos…
vlw a dica (então lá vai outra): Minami-ke (as três temporadas)
vale a pena assistir e botar um review aqui…