Koi Kaze
Publicado na coluna Baka! Baka! em 04 de September de 2009

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Não julguem o livro pela capa. Apesar da foto acima ser bonitinha, e eu diria até clássica, Koi Kaze está longe de ser mais um anime romântico; alguns diriam que ele é indigesto.

Indigesto? Como assim, Bial?

Sim, meus caros, indigesto. Mas até que eu chegue na parte indigesta da coisa, vou fazer uma apresentação superficial e deixar que vocês mesmo se surpreendam.

Koshiro é um cara normal, já passou dos vinte e poucos, ganha a vida trabalhando numa agência de encontros e mora com o pai. Ele está naquele suposto momento de nossas vidas em que buscamos um sentido maior para nossas existências, um fim para a solidão velada que está presente em sua alma. Nanoka é uma colegial, uma colegial como todas aquelas dos animes, meio boba, meio estúpida e absolutamente kawaii. Um belo dia, por acaso, esses dois se encontram, e, quando sozinhos, acontece uma coisa surpreendente: um fluxo de fortes sentimentos e intimidade percorre os dois, gerando um laço de afeto imediato. Nenhum dos dois sabia, mas já estavam apaixonados.

Tudo lindo e quase normal, certo? Se você esquecer a diferença de idade, é a mesma novela de sempre. Mas agora vem a parte interessante.

Koshiro mora com o pai, seus pais se separaram quando ele era muito novo, ele inclusive tem uma irmã que mora com a mãe. Nanoka mora com a mãe, seus pais se separaram quando ela era muito nova, ela inclusive tem um irmão que mora com o pai, irmão esse que ela não vê desde que ela era um bebê. Cool huh?

Incesto.

Antes que alguém se revolte com a mistura crassa de incesto e pedofilia, eu preciso dizer que os personagens em questão quase fazem o mesmo, então não julguem, pelo menos não antes de assistir todos os 13 episódios.

O anime é fantástico, é corajoso e bem elaborado. Não é leviano, não tem putaria e em nenhum momento é grosseiro. A abordagem é delicada e sensível focando principalmente na confusão, ou deveria eu dizer negação, de sentimentos que envolve os protagonistas. A trilha sonora é muito calma e suave, quase que aveludada, funcionando como um eufemismo para o tema extremamente pesado.

Eu fiquei pertubado pelo anime. Em diversos momentos senti nojo e repulsa, em muitos outros fiz cara de “óun ki munitinho”, e, por diversos momentos, me peguei torcendo pelos dois e/ou com muita pena. Posso dizer que sofri bastante com essa história, e, que no final, além de chorar feito uma mocinha, o que muito me envergonha,  revisei todos os meus conceitos sobre o assunto.

Anime absolutamente essencial para quem quer ter uma experiência forte narrada como uma canção de ninar.

Nota: ★★★★★

Produzido e publicado por Alan Miranda de Freitas

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2 Comentaram em “Koi Kaze”

gravatar Isaac
11/09/2009 às 1:49 pm

Cara o.O deve ser profundo esse animê…
até hoje os que tinha assistido eram tão levinhos…
vlw a dica (então lá vai outra): Minami-ke (as três temporadas)
vale a pena assistir e botar um review aqui…
;-)


gravatar Alan Miranda de Freitas
30/09/2009 às 6:00 pm

Dica anotada, logo pego pra baixar.



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