
Acabou. 3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes. Não ganhamos nenhum ouro esperado, dois deles vieram de pessoas que muitos de nós nem sequer sabiam que existiam. Eu não conhecia esse tal de Cielo, até que ouvi lá da cozinha “Vai Cielo! Vai Cielo! É ouro! É ouro!”. O único ouro pelo qual eu torci foi o das meninas do vôlei, apesar da frustração que experimentei no passado BRA x RUS. A Mauren então, um bronze e olhe lá…
Eu sou patriota à old school, chorei em todas as três vezes que escutei o hino nacional tocar, e fiquei puto em todas às disputas que perdemos, fosse no judô fosse no remo. Acho que carregar a bandeira nas costas é motivação de sobra pra suar sangue, mesmo não tendo chance alguma de levar sequer o bronze. Assistia todas as competições que dava pra torcer. Como torcedor não pedia nada mais que entrega, e eu vi muito disso na grande maioria dos atletas. Portanto, no geral não posso reclamar do desempenho do Brasil, embora eu esperasse sim muito mais, só que esporte tem dessas coisas.
Mas parece, ao menos pelo que tenho lido pela blogosfera, que estou meio sozinho nessa. Muita gente por aí anda ironizando as medalhas de prata e bronze que o Brasil conquistou, uns, pasmem, até elogiaram a conduta daquele sueco que jogou fora a medalha de bronze. Eu não vou perder meu tempo questionando o espírito patriótico dessas pessoas, porque ninguém tem a obrigação de amar a bandeira, mas vou sim perguntar aonde é que está o espírito esportivo desse povo… Eu sei que parece batido aquele lance de “o importante é competir”, mas qual é o mal nisso?
Nego acha que é a coisa mais fácil do mundo fazer carreira num país fuleira igual ao nosso. Tirando futebol e vôlei, quantos esportes você acha que são seriamente apoiados?
O Brasil tem muito potencial humano, e não é de hoje que está mais do que claro que precisamos urgentemente dar a volta por cima. Acho um tiro no pé a candidatura do Rio caso não seja promovido um planejamento esportivo para o país, seria muito legal não depender da explosão de eventuais mega-talentos. Nós não somos vira-latas.
Muito embora fosse notável na voz de muitos que participaram das transmissões que era essa imagem que passávamos. Afinal, quem aqui não se revoltava toda hora que o infeliz do Bueno ficava lembrando o quanto a seleção brasileira de futebol feminina era inferior fisicamente à equipe estadosunidense? Ou ficar elogiando o maldito Stanley ao invés de gritar com todos os dois pulmões o tradicional “Giba neles!”? Maradona disse bem, nunca se viu um Brasil tão pequeno. Mas essa pequinez, náo vinha dos atletas, vinha de nós. Faltava acreditar, ganhar ou não é outra coisa. não custava acreditar.
Minhas únicas decepções foram a ginástica femina e o futebol masculino. Nada contra as meninas, mas comemorar um oitavo lugar é revoltante, ficaria mais satisfeito se visse nos olhos delas que elas queriam mais, e não aquela triste acomodação, preferia vê-las chorando tal qual o Hypolito. Os meninos do Dunga então… Bem, nem vou comentar.
Competir é acreditar, representar seu país é uma honra, é um dever. Nada menor do que o máximo nesse caso é o suficiente. Somos brasileiros, filhos de uma terra sofrida, mas ainda assim amada, e somos humildes por natureza, mas precisamos entender de vez, que ser humilde, não é se por abaixo dos outros, é se por em igualdade.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610














