Esses seres felizes e saltitantes se espalharam com uma facilidade impressionante pelo mundo real, e para o desespero dos rockeiros em geral, agora são um grupo plenamente estabelecido. Mas ora, qual a razão da revolta? Essas coisas cintilantes, a grosso modo, não estão inventando nada de novo, principalmente no que se diz respeito ao vestuário.
Todas essas pessoas pensam demais e fazem de menos ou fazem demais e pensam de menos. Assim o mundo segue num caótico equilíbrio de pormenores. O que acontece se alguém resolve ser dicotômico? BIG BANG, terceira guerra mundial, bomba atômica, espinhas no dia da formatura, etc… Qualquer cataclismo universal parecido.
Perene foi aquela verdade, que a mim mentiu sobre mim.
Mesmo sendo só questão de idade, aquele ódio puro, quase carmim.
Se já fez igual,
Dê uma risadinha.
Nós, jovens, matamos a juventude. Matamos a pura essência da etapa que deveria nos formar e não, como é agora, limitar. Somos sombras pálidas de um fogo que deveria arder intensamente – e até insanamente – em nossas vidas, mas que se cala brando e conformado em seu cotidiano.
Não tenho mais idade para acreditar que o senhor exista, mas tampouco cheguei a perder toda a esperança. Ora, veja bem, sou cético e um tanto quanto magoado com as falsidades do mundo, mas, ainda sou capaz de pensar que certas coisas são melhores como inverdades.
Manoela herdou da mãe, Dona Zinha, senhora muito altiva e tradicional, um baú com seus pertences mais pessoais. A casa, e todas as outras coisas, ficaram para o irmão, filho julgado por ela o preferido. Quando foi buscar a dita herança, um dia após o acontecido, encontrou Dinha, a cuidadora, com seu grande rosto anormalmente vermelho e inchado.
Aqui em casa todo mundo é folgado, incluso a persona non grata que vos fala. Então, hoje foi minha vez de dar conta da pia, ou pandemônio de panelas, pratos e coisinhas molengas, que se um dia tiveram nome, foi há muito tempo atrás. Enfim, cotidiano.
Particularmente eu gosto.



















